
Sábado, 20 de Junho de 2009
Domingo, 14 de Junho de 2009
Tumuc-Humac
We have been able to put several stones back to their original position, making them fit with the marks visible on the outcrop.
A quick sketch has been drawn.

Tumuc-Humac
It is located close to the Orokofa village.


Tumuc-Humac

Tumuc-Humac
General concepts, archaeology in the Tumuc-Humac, basic research techniques (including mapping with the use of GPS).


Tumuc-Humac

Tumuc-Humac

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Alentezônica

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Amazónia em Portugal
Sobre a questão indígena, na Raposa Serra do Sol . No DN de hoje.

Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
Segunda-feira, 9 de Março de 2009
Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Domingo, 1 de Março de 2009
Aldeia da Ladeira Vermelha
Actualmente, os vestígios da aldeia foram absorvidos pela floresta.
Trata-se de um lugar fundamental na memória do povo Kyikatêjê, onde os mais velhos guardam as preciosas memórias de infância e onde estão sepultados os pais de muitos deles.
Actualmente, em risco de ser submersa por uma projeto de hidrelétrica.
Uma das grandes lutas deste povo, nos anos vindouros.
Segundo o site do ISA :
"Na primeira metade do século XX, os "Gaviões de oeste" se distribuiam em três unidades locais autodenominadas conforme a posição que ocupavam na bacia do rio Tocantins. Uma delas chamou-se Parkatêjê (onde par é pé, jusante; katê é dono; e jê é povo), "o povo de jusante", enquanto outra, Kyikatêjê (onde kyi é cabeça), "o povo de montante", porque, no começo do século XX, por motivo de guerra entre as duas, a primeira refugiou-se a montante do rio Tocantins, já no Estado do Maranhão; por essa razão os Kyikatêjê são também designados como "grupo do Maranhão". A terceira unidade, que ficou conhecida como "turma da Montanha" conforme sua autodenominação Akrãtikatêjê (onde akrãti é montanha), ocupava as cabeceiras do rio Capim."



Escola indígena Kyikatêjê
A funcionar na aldeia Kyikatêjê.

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Kyikatêjê

O portão de entrada para a aldeia Kyikatêjê

Urucum, a planta de onde se extrai a cor vermelha para as pinturas corporais


Jogando flechas.
Paralelamente às corridas de tora, existem os jogos de flechas, como prática que acentua a competição, publicamente e de modo ritualizado, reafirmando alianças interpessoais. Nas ocasiões cerimoniais, esses jogos consistem em competições realizadas no decorrer do dia, após a corrida de toras, quando todos se dirigem para um local na mata, próximo à aldeia. Por vezes, o jogo se realiza
em frente às casas, mas sempre até o final da tarde. Em grupos, formam pares (componentes de frações cerimoniais distintas) para a disputa de flechas, em caminhos radiais. Na outra extremidade ficam em geral rapazes ou mulheres que apanham as flechas para devolvê-las aos participantes.
Existem duas modalidades desse jogo que se sucedem no desenvolvimento do ciclo cerimonial, onde os Kyikatêjê utilizam tipos de flecha distintos. A primeira consiste em atirar para baixo, fazendo com que a flecha bata à frente de um pequeno arco fincado no chão a uma distância de um metro do jogador, para em seguida se elevar e cair a cerca de trezentos metros dali. Na outra modalidade, a flecha é atirada para o alto e seu percurso é ainda maior. Ao caírem no chão, a distância ultrapassada pelas flechas dos participantes, a cada jogada, determina o ganhador (de flechas) entre os parceiros. Os exímios atiradores, mulheres e homens maduros em geral, são admirados no interior da sociedade dos Kyikatêjê e seu desempenho, assim como dos corredores mais velozes e hábeis com as toras, é fonte de aquisição de prestígio e motivo para longas conversas no pátio.
Existem duas modalidades desse jogo que se sucedem no desenvolvimento do ciclo cerimonial, onde os Kyikatêjê utilizam tipos de flecha distintos. A primeira consiste em atirar para baixo, fazendo com que a flecha bata à frente de um pequeno arco fincado no chão a uma distância de um metro do jogador, para em seguida se elevar e cair a cerca de trezentos metros dali. Na outra modalidade, a flecha é atirada para o alto e seu percurso é ainda maior. Ao caírem no chão, a distância ultrapassada pelas flechas dos participantes, a cada jogada, determina o ganhador (de flechas) entre os parceiros. Os exímios atiradores, mulheres e homens maduros em geral, são admirados no interior da sociedade dos Kyikatêjê e seu desempenho, assim como dos corredores mais velozes e hábeis com as toras, é fonte de aquisição de prestígio e motivo para longas conversas no pátio.
Extraído e adaptado do site do ISA

As mulheres com o cesto cargueiro

O cacique, no terreiro da aldeia

O Baixinho, no terreiro da aldeia







Aspectos do ritual da corrida da tora
Os rituais dos Gaviões se ocupam diretamente das relações entre pessoas e grupos, mediante a utilização de um esquema simbólico: a divisão em metades. Todo o grupo está segmentado conforme essas metades cerimoniais, Pàn (Arara) e Hàk (Gavião), que disputam as tradicionais corridas de toras e os jogos de flechas. Uma outra divisão, nas frações Peixe, Lontra e Arraia, serve para a realização de um outro ciclo cerimonial.
Não são apenas as metades e outras frações que participam dos rituais: neles, pode-se notar oposições como entre parentes e afins, entre amigos formais, entre homens e mulheres ou ainda entre classes de idade. 0 jogo de futebol, realizado com freqüência no próprio pátio cerimonial da aldeia, prende-se à divisão entre jovens e homens maduros.
Há rituais que duram vários meses, com períodos de abertura e de encerramento. Ligada a todos os ritos, a corrida de toras voltou a se realizar com muita freqüência, disputando-se entre duas ou três turmas, basicamente, que correspondem a frações cerimoniais. São realizadas quase que diariamente, com toras de coqueiro babaçu ou de sumaúma, de acordo com a fase do ciclo cerimonial, pintadas de urucum. Ao chegarem ao pátio, os corredores são banhados pelas mulheres, que, em geral, costumam participar só no final. Inúmeros comentários, em tom jocoso, exaltam o desempenho dos corredores por todo o dia.
Extraído e adaptado do site do ISA

As mulheres preparando comida tradicional

Zeca Gavião,um dos lideres da aldeia com a Prof. Jane Beltrão. Momentos de discussão política sobre as grandes questões que preocupam a aldeia.

A Dra. Rosane, assessora da escola Kyikatêjê, do povo Kaingang, com a Professora Jane Beltrão

O alentêjê com as meninas que participam no ritual da tora

O alentêjê entre o cacique (à direita) e Kaipere. Kaipere foi um dos guerreiros que me acompanhou às ruinas da antiga aldeia da Ladeira Vermelha.
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Domingo, 22 de Fevereiro de 2009
Arqueologia guianense
Como curiosidade, vejam-se, na prancha apresentada, objectos muito semelhantes aos que, na Península Ibérica, chamamos de ídolos de cornos (link 1, link 2, link 3), com paralelos também no Suriname e no Amapá (informação de João Saldanha)...
E tão misteriosos, em termos funcionais, como os europeus...

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Antes do Brasil...

9. "a etnologia pode fornecer um olhar crítico às interpretações históricas e arqueológicas"
36 "há hoje, como no passado, um curioso hiato entre as disciplinas: sem compreender os azares da pesquisa arqueológica, os etnólogos e historiadores tendem a adoptar a sua vulgata"
Sobre os Tupinambá, a guerra e o canibalismo ritual:
79 "A execução ritual podia tardar vários meses. Nesse intervalo, o cativo vivia na casa de seu captor, que lhe cedia irmã ou filha como esposa; sua condição só se alterava às vésperas da execução, quando era reinimizado e submetido a um rito de captura. Por fim, era morto e devorado"
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Amazônia: paraíso ou inferno verde

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Geoglifos

Denise Schaan, Alceu Ranzi, Marti Parsinen
Tive o privilégio de assistir ao lançamento desta obra, na Biblioteca da Floresta (Rio Branco), no Verão de 2008. Testemunhei, assim, o elevado interesse com que ela foi recebida pelo público presente, traduzido numa participação muito ativa, por vezes emocionada, de pessoas de diversas áreas da cultura e da política locais.
O tema central deste trabalho - os “geoglifos” - se vier a ser bem aproveitado, poderá com certeza assumir uma importância significativa no desenvolvimento sustentável da economia da Amazônia Ocidental, em termos turístico-culturais.
A história destes monumentos é aqui contada a várias vozes e sob diferentes perspectivas.
O livro, que possui um cuidadoso aspecto gráfico, abre com uma apresentação do Governador do Estado do Acre, licenciado em História e, também por isso, muito bem colocado para entender o que está sendo discutido: mostra que as instituições estão vivamente interessadas em construir as pontes necessárias entre os interesses estritamente culturais e científicos e os interesses mais complexos de uma sociedade democrática.
Depois de uma introdução esclarecedora, assinada pelos organizadores, a Professora Denise Schaan traça, de forma muito pedagógica, um quadro geral sobre a história da investigação arqueológica no Estado do Acre, com uma focagem mais aprofundada no tema dos “geoglifos”. Para além dos dados de carácter historiográfico, esse texto resume o estado atual da pesquisa, sintetizando as principais problemáticas com que ela terá que lidar no futuro.
Entretanto, além desta síntese, o livro recuperou seguidamente alguns textos fundamentais, já publicados, mas, por diversas razões, de difícil acesso.
Um destes – o primeiro texto publicado sobre os monumentos acreanos – é da autoria do Professor Ondemar Dias (em parceria com Eliana Carvalho) que, nos tempos pioneiros do PRONAPABA (já com a participação, como estudante, do Professor Alceu Ranzi) colocou a primeira pedra no edifício. Trata-se de um artigo publicado em 1988, com algumas observações e hipóteses interessantes para a interpretação funcional dessas estruturas de terra.
O livro reedita também um texto de Alceu Ranzi e Rodrigo Aguiar, publicado numa discreta revista portuguesa de arqueologia, de vocação regionalista, em que os autores, apesar de não serem arqueólogos, colocam diversas questões de fundo, de que as mais interessantes serão, a meu ver, aquelas que derivam da relação entre os “geoglifos” e a paisagem.
O Professor Alceu Ranzi foi, indiscutivelmente, o principal divulgador destes vestígios, desempenhando, neste processo, um papel inestimável na sensibilização das populações e dos seus representantes políticos, atendendo à sua dupla condição de acreano e investigador universitário. Note-se que, para além da dimensão científica, tendencialmente neutra, o Patrimônio tem implicações afetivas que justificam, em parte, o seu reconhecimento social.
Num registro mais arqueológico e revelando, aliás, um bom conhecimento da bibliografia científica pertinente, segue-se na obra um artigo (publicado anteriormente em inglês), da autoria de investigadores da Universidade de Helsínquia (com a colaboração de Alceu Ranzi).
Os autores, coordenados pelo Professor Martti Pärssinen, cuja investigação se tem centrado, há já alguns anos, em temas relacionados com o contexto macro-regional, nos países vizinhos, desenvolvem aqui algumas hipóteses relacionadas com a complexidade social na terra firme amazônica, recorrendo à análise das fontes históricas, traçando uma síntese da agenda da arqueologia amazônica, nas últimas décadas, e articulando essa revisão com a primeira (e única, até ao momento) datação radiocarbônica disponível para os “geoglifos” do Acre.
Em seguida, Denise Schaan relata a sua experiência num projeto de Arqueologia de Salvamento que teve como objetivo a proteção do patrimônio arqueológico, em função dos trabalhos de implantação de uma linha de transmissão de energia elétrica. O artigo serve também de pretexto para a autora apresentar e discutir os fundamentos legais deste tipo de intervenções, assim como a sua aplicação concreta. Infelizmente, nem sempre existe uma perfeita compreensão, por parte das entidades promotoras de projetos de desenvolvimento, da importância da salvaguarda do patrimônio cultural, mesmo quando – e foi esse o caso – se trata de empresas governamentais.
Finalmente, no que diz respeito aos artigos, temos um interessante exercício de articulação entre etnografia e arqueologia, que é, aliás, uma caraterística recorrente na investigação amazônica: Pirjo Virtanen, investigadora finlandesa, procura desvendar os eventuais fios condutores entre os “geoglifos” e os povos indígenas da região, em particular os Manchineris (do tronco Aruak). Esses links, ainda certamente muito frágeis, poderiam, segundo a autora, encontrar-se na valorização econômica e simbólica das palmeiras – frequentemente encontradas associadas aos “geoglifos” -, na existência de terreiros de dança, na tradição Manchineri, assim como na lenda de que esse povo escavaria esconderijos, para se proteger de inimigos.
Com a finalidade de contextualizar arqueologicamente os “geoglifos”, o livro fornece ainda uma relação com todos os sítios arqueológicos conhecidos no Estado do Acre e, em anexo, apresenta uma Recomendação do Ministério Público sobre a proteção do Patrimônio Histórico-Arqueológico, assim como uma extensa Documentação Fotográfica com os principais monumentos.
O leitor terá certamente reparado nas aspas que usei sempre que mencionei a palavra “geoglifos”; na verdade, na minha opinião, essa designação não será a mais adequada, embora se trate, evidentemente, de uma opção compreensível. De resto, o Professor Alceu Ranzi deixou bem expresso que escolheu ela porque “os geoglifos de Nasca, Peru (…) tornaram-se famosos no mundo todo por sua beleza e mistério” e a proximidade geográfica entre o Acre e o Peru suportam, naturalmente, esta associação. Não esqueçamos que Alceu Ranzi, acreano de alma e coração, se tem empenhado na divulgação e promoção de um patrimônio que indiscutivelmente o merece.
Na minha opinião, os monumentos do Acre apresentam diferenças notórias, em relação aos verdadeiros geoglifos: não existem aqui os característicos desenhos zoomórficos de Nasca e estes, por outro lado, não implicaram o enorme esforço “construtivo” que está patente em muitas das estruturas de terra amazônicas. É certo, porém, que, nos Estados Unidos da América (nomeadamente no Ohio), existem construções de terra representando figuras zoomórficas que, de algum modo, poderiam fazer a ponte entre as do Acre e as de Nasca.
Por outro lado, tanto o descobridor dos “geoglifos”, Ondemar Dias, como os investigadores finlandeses, usam designações distintas (e muito mais genéricas): “estruturas de terra”, no primeiro caso, e “construções geométricas de terra”, no segundo.
Note-se que uma das características mais notadas nos recintos do Acre, é precisamente a posição relativa da mureta e da valeta, aparentemente inversa daquela que uma finalidade defensiva faria supor: a valeta fica sistematicamente no interior do espaço delimitado pela mureta. Este detalhe permite estabelecer uma analogia com os famosos henges das ilhas britânicas, de que o mais conhecido é precisamente Stonehenge.
Nesse caso, as interpretações arqueológicas – baseadas em diversos tipos de evidências – têm privilegiado o caráter cerimonial dos recintos, reforçado quase sempre pela presença de construções megalíticas associadas.
Porém, para além dos henges, existem na Europa milhares de recintos, pré e proto-históricos, delimitados por sistemas de muretas e valetas (bank and ditch), desde Portugal à Ucrânia e desde a Escandinávia à Itália. Embora as questões funcionais não estejam definitivamente arrumadas, pode afirmar-se, sem grande margem de erro, que estamos em presença de uma forma de construir e que, com ela, se fizeram diferentes tipos de construções, com finalidades distintas: algumas, como os referidos henges, delimitam espaços claramente cerimoniais; outras, como as do Sudeste da Itália (Tavolieri) ou do Sul da Península Ibérica, são claramente estruturas defensivas, protegendo povoados. Saliente-se, nesta última região, a existência de recintos defensivos com áreas superiores a 100 ha.
Com isso, o geometrismo dos “geoglifos” do Acre não pode excluir o seu carácter arquitetônico: na verdade, círculos e polígonos regulares (sobretudo quadriláteros) são figuras geométricas geralmente utilizadas na arquitetura, tanto sagrada, como profana, um pouco por todo o mundo.
Bibliografia
Bradley, R. 1998. Interpreting enclosures, in Understanding the Neolithic of north-west Europe. Editado por M. Edmunds e C. Richards. Glasgow: Cruithne Press.
Burgess, C., P. Topping, C. Mordant & M. Maddison. Editors. 1988. Enclosures and defenses in the Neolithic of western Europe. Oxford: British Archaeological Reports.
Cleal, R.M.J., K.E. Walker & R. Montague. 1995. Stonehenge in its landscape. Twentieth-century excavations. London: English Heritage.
Dyson, L., G. Shand & S. Stevens. 2000. Causewayed enclosures. Current Archaeology. 14.12 (168), pp. 470-2.
Edmonds, M. 1999. Ancestral geographies of the Neolithic: landscapes, monuments and memory. London: Routledge.
Francis, E. 2001. Avebury. London: Wooden Books
Romain, W.F. 1991. Symbolic associations at the Serpent Mound. Ohio Archaeologist 41(3), pp. 29-38.
Sanchez, A., J. Bellon, C. Rueda. 2005. Nuevos datos sobre la zona arqueológica de marroquies bajos: El quinto foso. Trabajos de prehistoria , vol. 62, no2, pp. 151-164.
Stallings, R. 1981. The alligator effigy mound. Ohio Archaeologist 31(1), pp. 13-15.
Vatcher, F. M & L. Vatcher. 1976. The Avebury Monuments . London: Department of the Environment HMSO
White, J.R. 1996. The Stubbs Earthwork: serpent effigy or simple embankment. North American Archaeologist, 17(3), pp. 203-237.
Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Pedras e calendários 5


Referidos no artigo:
BOOMERT, A. (1981) - The Taruma Phase of Southern Suriname. Archaeology and Anthropology, 4, n. 1 e 2, p, 104-157.
143
“...situated on the NW slope of the Makatu mountain, to the N of a cave in which Goodland (1976) found many petroglyphs. It consists of a row of some 30 stones.”
144
“Hurault, Frenay and Raoux (1963) found a number of stone alignments on top of a granite outcrop in the Mitaraka Massif , near the source of the Litani (Italy) in French Guiana. (…) Two small circles were associated as well as 13 figures constructed of small stones arraged in the form of human beings and animals.”
144
“Stone alignments are reported from the coastal region of the Territory of Amapá. (…) One site is composed of 18 stones, arranged to form a ca. 5m-long row”. (Meggers and Evans, 1957)
Pedras e calendários 4

Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Pedras e calendários 3
a espantosa regularidade, no megalitismo funerário alentejano, das câmaras com 7 esteios, bem poderia derivar das concepções calendáricas de tipo luni-solar...

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
Pedras e calendários 2
Na verdade, essa omissão prende-se sobretudo com questões epistemológicas: o grau de conservação da quase totalidade dos recintos não recomenda efectivamente esse tipo de conjecturas.
A excepção mais significativa diz respeito ao recinto de Vale d'El Rei; com efeito, tudo aponta, neste caso, para uma preservação integral do conjunto, apesar dos danos ocorridos, no início dos anos 80 do sec. XX (Calado, 2005: 76).
A possibilidade de os 12 menires corresponderem à representação dos 12 meses de um calendário luni-solar, deve, naturalmente, colocar-se; a descoberta (ainda não confirmada cabalmente) de um 13º menir, no interior do recinto, aquando da reposição mecânica das terras escavadas, no contexto do restauro do recinto, pode, por outro lado, ajustar-se á questão da efectiva da não coincidência entre o ciclo solar (anual) e os ciclos lunares (mensais). Esse possível menir, vislumbrado apenas, no interior do recinto, corresponderia, eventualmente, ao mês intercalar de algumas soluções calendáricas luni-solares.


Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
Pedras e calendários

Jogo infantil, localmente conhecido como Amarelinha, com a representação do "Céu", desenhado numa rua de Macapá
Manuel Calado
1. Introdução a uma arqueologia desconhecida
Os Tiriyós (Trios ou Tarenos) ocupam actualmente uma extensa área de savana, na fronteira entre o Brasil (Pará) e o Suriname. Trata-se de uma paisagem de “campos gerais”, rodeada de floresta tropical, junto da divisória de águas que separa a bacia amazónica, nos troços superiores dos rios Paru do Oeste e Paru do Leste (Pará, Brasil), da bacia do rio Coratijn, no Suriname.
A paisagem física é muito marcada pela presença de inselbergs graníticos, de diferentes fisionomias; note-se que o granito é uma das rochas mais utilizadas, um pouco por todo o mundo, na “construção” de monumentos megalíticos.
A língua falada pelos Tiryiós pertence à família Carib e, no mesmo território, convivem outros grupos mais ou menos aparentados.
As primeiras notícias (e, na verdade, praticamente as únicas) sobre a arqueologia na savana Tiriyó ou Savana do Paru (em território do Suriname, essa mesma paisagem continua com a designação de Savana Sipaliwini, onde habita uma parte dos Tiriyós), devem-se a Protásio Frikel, investigador e missionário alemão que esteve entre os Tiriyó, entre as décadas de 50 e de 70 do século passado.
É provável, como os Tiriyós defendem (e Frikel admitia também), que exista uma relação genética entre esse povo e os autores dos monumentos “megalíticos” e da arte rupestre da região. Na verdade, a mobilidade dos grupos humanos, largamente potenciada, nesta parte do mundo, pela agressão colonial, deve precaver-nos de conclusões precipitadas: é necessário contextualizar melhor os referidos vestígios, cruzando, sempre que possível, os dados arqueológicos com os dados etnográficos.
Segundo Frikel, os Tiriyós atribuem aos Aibüba, os Antepassados, a autoria de, pelo menos, quatro monumentos, constituídos sobretudo por alinhamentos de pedras, dos quais o autor alemão observou e descreveu apenas dois.
São precisamente estas construções, o objecto deste texto; devo observar, desde já, que Protásio Frikel anotou convenientemente as orientações astronómicas dos alinhamentos e deduziu o carácter cerimonial do sítio. Essa leitura foi, aliás, bastante reforçada pelas lendas dos próprios Tiriyós.
Anote-se, a propósito, que na fronteira entre o Amazonas e a região caribenha, para além destes alinhamentos que, à partida, poderemos integrar no universo conceptual do megalitismo, existem outras manifestações simbólicas que estão na fronteira entre megalitismo e arte rupestre: trata-se de figuras (antropomorfas, zoomorfas, geométricas), desenhadas com pequenas pedras justapostas, no topo de inselbergs graníticos.
2. Arqueoastronomia: brevíssimas notas
Os primeiros passos da arqueoastronomia, aplicada aos monumentos megalíticos, devem-se, aparentemente, ao reverendo William Stukeley, que, no sec. XVIII, se baseou na observação, confirmada por todos os investigadores posteriores, de que o eixo de simetria em Stonehenge (o monumento megalítico mais conhecido em todo o mundo, no Sul de Inglaterra) se alinhava com a posição, no horizonte, do nascer do sol no solstício de Verão, em articulação com a Heel Stone, um menir localizado no exterior do recinto.
Essas propostas precoces ganharam contornos mais ambiciosos, ainda ao longo do mesmo século, com os trabalhos de L. Lewis, que defendia, em acréscimo, a importância dos alinhamentos estelares, tendo sido o primeiro a avançar a ideia de que os monumentos definiam também alinhamentos astronómicos com elevações proeminentes no horizonte.
Destacam-se, igualmente, nessa fase pioneira da investigação sobre o tema, os trabalhos de H. B. Sommerville, que deu a conhecer o primeiro alinhamento lunar nos monumentos de Callanish, nas Ilhas Hébridas.
Daí para cá, multiplicaram-se os estudos arqueoastronómicos; porém, de uma forma geral, a arqueoastronomia não tem tido uma recepção entusiástica da parte de grande parte dos arqueólogos: na verdade, como se compreende, muitos dos trabalhos publicados são da responsabilidade de investigadores oriundos de outras áreas do conhecimento (astronomia, engenharia, história da Ciência…).
Coube, efectivamente, à chamada “arqueoastronomia cultural”, nas últimas duas décadas, um papel mais integrador, em termos epistemológicos.
Com este impulso teórico, articulável, aliás, com outros desenvolvimentos no seio da arqueologia, a arqueoastronomia atingiu, pela primeira vez, o estatuto de disciplina universitária.
A esta nova formulação, não foram alheios os avanços da arqueoastronomia meso-americana, histórica e etnograficamente sustentada e integrada no estudo de elaborados sistemas culturais e simbólicos.
Em termos puramente arqueológicos (nos casos em que não dispõe de dados etnográficos, históricos ou etno-históricos) a arqueastronomia tem-se concentrado sobretudo nas seguintes campos:
1. A iconografia. Neste domínio, destaca-se largamente o contributo da chamada arte rupestre (geralmente pinturas ou gravuras sobre suportes rochosos); em menor grau, existem alguns documentos arqueoastronómicos que chegaram até nós noutros suportes. O Sol, a Lua e outros corpos celestes foram representados, de forma bastante recorrente, em contextos simbólicos mais ou menos complexos.
2. Os alinhamentos astronómicos azimutais (em função das posições do nascer ou do pôr dos astros, em relação ao horizonte). Estes alinhamentos (sobretudo os dos equinócios, solstícios e pausas lunares) foram materializados quer através da posição de elementos de monumentos, quer de monumentos entre si, quer ainda da relação espacial entre estes e certos elementos da paisagem natural.
3. As notações calendáricas. A observação dos movimentos cíclicos dos astros, controláveis através da respectiva posição no horizonte (mas não só), traduz-se, naturalmente, no estabelecimento de sistemas de contagem do tempo.
As mais antigas evidências arqueoastronómicas são, precisamente, marcas que parecem registar o cômputo do ciclo lunar (e do ciclo menstrual): os primeiros astrónomos, no feminino…
No Brasil, a arqueoastronomia tem-se focado principalmente na iconografia rupestre, particularmente rica e diversificada. Em paralelo, existe um corpus considerável de estudos etnoastronómicos; porém, a ponte entre estes dois campos de conhecimento nem sempre é fácil e, em alguns casos, é totalmente inviável.
Recentemente, a redescoberta e o estudo sistemático de monumentos megalíticos funerários, no Amapá, trouxe, de forma muito decidida, a arqueoastronomia brasileira para o campo dos alinhamentos azimutais.
Efectivamente, no monumento AP-CA-18, o melhor conhecido, foram identificadas orientações solsticiais bastante consistentes, com a originalidade de, aparentemente, estas não se restringirem à relação com o horizonte; de facto, a proposta interpretativa dos escavadores (João Saldanha e Mariana Cabral), incorpora a possibilidade de a inclinação dos monólitos se ajustar à trajectória do Sol, em fase de declínio, no maior dia do ano.
No entanto, convém referir que, para além dos monumentos amapaenses, que tiveram, aliás, uma forte repercussão nos meios do megalitismo internacional, já havia alguns indícios de que existiriam, em diversas áreas do território brasileiro, monumentos de pedra que, embora não atingissem a escala dos grandes monumentos megalíticos europeus, ou mesmo dos do Amapá, se podiam integrar genericamente na mesma família.
A propósito destes casos menos conhecidos (e menos estudados) foram já, em todo o caso, tecidos alguns considerandos de tipo arqueoastronómico.
3. Os monumentos e as memórias
Os dois monumentos referidos por Protásio Frikel consistem, como já anunciei, em alinhamentos de blocos graníticos, implantados ao alto, orientados em função dos pontos cardiais, em áreas expostas a Nascente.
Em ambos, temos uma estrutura construída comparável à dos alinhamentos da Vendée, no Oeste francês; quanto à topografia do local de implantação – vertentes expostas a Nascente - as analogias estendem-se a boa parte dos conjuntos megalíticos europeus, nomeadamente nas regiões megalíticas excepcionais que são a Bretanha e o Alentejo Central.
Porém, ao contrário dos seus congéneres europeus, os alinhamentos dos Tiriyós encontram um suporte interpretativo muito consistente na etnografia local.
Nas palavras do informador de Frikel, "quando os Aibüba (os antepassados) moravam em Wáipa, houve uma noite muito longa. O Sol não quis aparecer. Eles saíram para o campo e se sentaram ali para esperar o aparecer da luz. Mas a escuridão não quis findar e os Aibüba não quiseram sair sem ver o nascer do sol. Assim ficaram sentados até se tornarem pedras. E lá ainda estão.
Este conjunto, formado por 52 pedras, ajusta-se ao eixo N-S e tem associados um círculo radiado, gravado na rocha, uma pia natural e um outro bloco, aparentemente também natural.
Se aceitarmos que o círculo radiado é uma representação solar, estaremos, pois, em presença de um caso em que se poderão aplicar dois dos campos em que habitualmente se move a arqueoastronomia: a iconografia e os alinhamentos azimutais.
Segundo Frikel, os índios "dividem estes 'transformados' em famílias e indicam quais os homens e quais as mulheres e crianças." O carácter arqueoastronómico do conjunto, aparente na análise etic dos vestígios, ajusta-se perfeitamente à tradição indígena.
Um outro sítio, descrito por A. Frikel, é conhecido como os Transformados de Manákamã: "tem uma extensão de 27 m e se compõe de 13 pedras"; "nos relatos da tradição fala-se também da noite comprida e do medo dos Aibüba. Estes (...) se sentaram sobre as pedras que serviam de bancos. Esperaram assim a luz e o Sol que demorou a vir. Esperaram até se tornarem em pedras como "encantados".
Note-se que, para além do simbolismo astronómico, sugerido pela orientação – comum a grande parte dos megalitos europeus – a tradição Tiriyó deixa muito claro o carácter antropomórfico dos blocos pétreos, assim como a metáfora social do conjunto.
4. O Tempo dos Astros
Para além de todo o potencial simbólico dos objectos e eventos celestes e, dentro destes, do Sol e da Lua, os astros proporcionaram, com base na observação dos seus movimentos cíclicos, o meio mais universal de medir o tempo e organizar calendários.
Os solstícios, os equinócios ou as pausas lunares foram os eventos astronómicos mais frequentemente fixados nos monumentos megalíticos, através dos alinhamentos azimutais. No caso dos monumentos da Savana Tiriyó, falta ainda confirmar, com meios técnicos de que Frikel não podia dispor, os verdadeiros azimutes; a interpretação daquele investigador sugere, de forma muito engenhosa, um ritual solsticial relacionado com latitudes mais elevadas, de onde propõe que os antepassados dos Tiriyó sejam oriundos.
Seja como for, o mais interessante nestes sítios cerimoniais é, na perspectiva em que aqui nos colocamos, o facto de o número de pedras, num e noutro dos alinhamentos descritos por Frikel, ser de 13 e 52.
Claro que não podemos descartar a possibilidade de se tratar de uma coincidência que só uma amostra maior poderia validar estatisticamente; porém, quer o contexto arqueológico (uma linha Norte-Sul, implantada numa encosta virada a Nascente, o território dos mortos), quer o contexto etnográfico (a observação do nascer do Sol) apontam para a existência de notações calendáricas.
Como é sabido, a articulação entre o ciclo anual (solar) e o ciclo mensal (lunar) que, de facto, não são coincidentes, foi resolvida de formas distintas, por diversas culturas, desde épocas muito antigas.
A divisão do ano em 13 meses, encurtados à medida deste propósito, foi uma das soluções (hoje muito em voga nos meios New Age, com base no calendário Maia). O acrescento de um décimo terceiro mês, foi outra.
O conceito de semana de sete dias, ecoando as quatro fases da Lua (embora o mês lunar seja de 29,5 dias, implica, por outro lado, 52 semanas no ano. Segundo E. Magaña, os Caribs costumavam distinguir precisamente quatro fases lunares.
Esta leitura que, no futuro, importa confrontar com o calendário tradicional dos Tiriyós, sugere, efectivamente, que estamos perante noções calendáricas relativamente complexas, de tipo luni-solar.
Convém não esquecer, em alternativa, que, no sistema Maia, existiam dois calendários: um deles, solar, com 18 meses de 20 dias e, um outro, ritual, com 13 meses de 20 dias.
Os dois calendários coincidiam de 52 em 52 anos.
Apesar de as distâncias (no espaço e talvez no tempo) entre os Maias e os Aibüba (os antepassados dos Tiriyó) serem muito consideráveis, é perfeitamente plausível uma relação, de qualquer tipo, entre ambos; na verdade, segundo relata G. Reichel-Dolmatoff, entre os índios Kogi, na Amazônia colombiana, existe igualmente um sistema com vários calendários, um deles também de 18 meses de 20 dias e outro de 13 meses de 29 dias.
5. Nota final
As observações acima expostas constituem apenas um esboço, muito preliminar, de um estudo que precisa, no futuro, de vários desenvolvimentos.
Por um lado, é importante desenvolver trabalhos no domínio da arqueologia, de modo a estabelecer bases cronológico-culturais para os monumentos em causa; ainda neste âmbito, é fundamental contrastar os dados disponíveis com os outros dois monumentos referidos, mas não descritos, por Protásio Frikel, assim como com outros eventualmente por descobrir. As medições rigorosas e as relações com outros tipos de sítios arqueológicos (vestígios de aldeias e arte rupestre, sobretudo), assim como com elementos paisagísticos proeminentes, são, naturalmente, também fundamentais.
Por outro lado, é necessário aprofundar os estudos, iniciados por Frikel, no campo da etnografia Tiriyó e, de um modo mais amplo, na região amazônico-caribenha.
A confirmar-se a leitura aqui avançada, estaríamos em presença de um caso muito raro nos estudos arqueoastronómicos: para além das orientações azimutais e da iconografia, os sítios da savana Tiryió comportariam igualmente notações calendáricas. E, para cúmulo, com uma interessante contrapartida de base etnográfica.
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
arqueoastronomia


A arqueoastronomia em espanhol: um livro sobre o tema e um Encontro Internacional organizado pelo SEAC, que teve a participação do Professor Cândido Marciano da Silva e de Catarina Oliveira, membros do GEMA
Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Amazonia in Iberia
Welcome Amapa. Welcome Joao Saldanha and Mariana Cabral...

Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Amazónia, a última fronteira

"Entre os Kayapós do Xicrim são as mulheres quem toma todas as decisões sobre a vida da tribo (...). Só os homens caçam e dançam e só eles é que fazem a guerra. Mas quem decide o que eles fazem e quando, são as mulheres. E, quando um homem sai para a caça -por dois, três dias - a mulher tem o direito de adoptar outro homem na sua ausência, desde que não esteja de relações cortadas com o marido legítimo" p. 23Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Megalitismo e arte rupestre




Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
Arqueoastronomia




Sábado, 16 de Agosto de 2008
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
HANNAH
A Responsável pelo Curso de Pós-Graduação
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
MPEG




Sábado, 9 de Agosto de 2008
Amapá arqueológico
"A partir de pesquisas arqueológicas e etno-históricas constatou-se que o Estado do Amapá, possui em sua dimensão geográfica um grande património arqueológico, e porque não dizer que o Estado todo caracteriza-se como um grande sítio arqueológico" p. 20
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Forte de Macapá
Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Foz do Amazonas

Plantas flutuantes, ao longo de toda a viagem

Tempestade amazónica, ao por do sol
E, o nascer do Sol, no dia seguinte





As canoas dos ribeirinhos



Muita água, muita curva e, por fim, Belém de novo
Sábado, 2 de Agosto de 2008
Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Índios





Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
De volta à União Europeia...
Um sítio arqueológico no lado brasileiro da futura ponte sobre o Oiapoque (a escavar brevemente pela equipa do IEPA).
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Mucuins e sucurijus
Sondagens no sítio megalítico do Meiote.
AP-CA-18, ao fundo do caminho sinuoso e visto do igarapé.



O visitante nocturno 
Nas ruas de Calçoene

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Garimpando na Guiana brasileira
Sondagens com trado . O trado também serve de encosto para descansar, claro. O João até parece um alentejano...,
O descanso dos guerreiros, ou o alentejano no seu melhor...
Natureza morta e menir duvidoso por detrás
Montanhas de granito
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
Ama, pá
No Sul da área de dispersão dos megalitos de Calçoene, numa planície pontuada de inselbergs graníticos
Numa mancha de floresta e granitos
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Vocês, brancos, não têm alma
Estórias sérias, mas muito divertidas, de um antropólogo, entre os índios Maku (nómadas, caçadores-recolectores), na fronteira Brasil-Colômbia."Junto conosco, os três cachorros caçadores da comunidade: o Motoserra, o Padre Norberto e a Irmã Tereza. Os Maku se divertem dando nomes de brancos aos cachorros; missionários e os seus implementos agrícolas estão sempre à mão."
"o Padre Norberto montou no lombo da Irmã Tereza e ficou engatado nela sem conseguir sair (...) seguiu-se um diálogo entre adultos, entrecortado de risos (...) :
´Tribo estranha essa dos missionários' disse Nyaam Hi. 'Como é que essa tribo continua, se as pessoas não fodem?'
'Deve ser mentira', disse Pedn com ar matreiro. 'Acho que fodem, sim. Olha lá o Padre Norberto! Tá gostando, Irmã Tereza?
Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Comparative archaeologies

Um possível menir decorado e um alinhamento, numa área de encontro de festos principais, no limite da bacia amazónica...
... um recinto de fossos, aparentemente cerimonial...
...e, finalmente, artefactos interpretados como sendo de carácter ritual, de cerâmica, bastante análogos aos "ídolos de cornos".
Homenagem ao Mestre
“Algumas palavras, enfim, sobre a dívida deste livro para com a antropologia de Lévi-Strauss, que lhe forneceu a agenda temática e o referencial teórico principal. Os temas, em primeiro lugar.”
“Por outro lado, talvez caiba sublinhar que o tema da corporalidade, tal como aqui elaborado, deve enormemente às análises desenvolvidas nas Mitológicas (1964, 1966, 1967, 1971). Ou seja, ele não é um tributário da voga do embodiment hoje em curso na antropologia mundial (…). Minha motivação foi etnográfica, partindo da demonstração, implícita nos estudos mitológicos de Lévi-Strauss, de que as sociologias ameríndias formulam-se directamente nos termos de uma dinâmica dos corpos e dos fluxos materiais” Castro, 2002: 16
Domingo, 20 de Julho de 2008
Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
Terça-feira, 15 de Julho de 2008
Geoglifos III
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Sena Madureira

Gon e Antónia de cabelos ao vento (na caixa da pick-up)..
.

A poeira do caminho, com motorista Fittipaldi (ou Ayrton de Senna...)

Chegada ao campo e recolha de informações

Assalto às bananas de seu Lino


O fogão de barro de seu Lino

Paisagem
Domingo, 13 de Julho de 2008
Sábado, 12 de Julho de 2008
Geoglifos II
Sem fossos visíveis.
Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Arte Amazónica
Escultura em madeira de Gesileu Salvatore, de Xapuri (Acre): amigo e conterrâneo do Mané do Café (Tejo Bar, em Alfama, Lisboa). Porque o mundo é mesmo pequeno...




Arqueologia da Amazónia Ocidental
A obra

A biblioteca


Autores e público

Os autores

A Profª Drª Denise Schaan
O Prof. Dr. Alceu Ranzi
O Prof. Dr. Martti Pärssinen
Geóglifos I


Geóglifo 1: fosso circular, com talude exterior, quase arrasado (à esquerda da equipa).




Geóglifo 2: completamente arrasado, visível através do crescimento diferencial da vegetação ou mesmo apenas do tipo de vegetação herbácea.



Geóglifo 3: planta rectangular, estruturas muito bem conservadas. duplo fosso, com talude triplo, cerca de 250x150 m, e mais de 2 m de profundidade no fosso maior.


Geóglifo 3: fragmento de cerâmica manual e alentejano em pose.
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Tumucumaque em Portugal
Publicada em Portugal pelo Museu Nacional de Etnologia e pela Assírio & Alvim, em 2003

Tiriyó
"Assim era Pereperewa.
Ele foi pescar, foi para a beira do rio apanhar peixe. Não pegou nenhum.
Então, pescou um e o jogou por cima da cabeça.
O peixe caiu no chão e ficou se debatendo, Pereperewa olhou, porém, o peixe tinha ido embora.
O peixe não estava mais lá. 'Eu pesquei um peixe, um Waraku'
Ouviu uma voz por detrás dele dizer, 'é eu'.
Pereperewa ficou surpreso porque era uma mulher, Waraku, disse 'quero ver sua aldeia'.
Então, eles foram e, naquele tempo, a aldeia de pereperewa ficava no meio do junco Waruma.
Waraku ficou surpresa quando viu a aldeia e disse: 'Onde está sua comida? Onde está sua bebida' Onde está sua casa?
(...)
Ela disse, 'espere um momento, meu pai está chegando trazendo comida, bananas, milho, batata doce, eddoes e mandioca braba'.
(...)
'Como posso plantá-las?' perguntou Pereperewa?. 'Desbaste um terreno para elas. Limpe um terreno para elas', respondeu Waracu."
Rivière, Peter (1969) - Marriage among the Trio. Oxford: Clarendon Press: 259-261





Imagens extraídas de Fajardo Grupioni, D. (2005) - Tiriyó. Povos Indígenas do Brasil.















































































































































































































































































































































































